terça-feira, 13 de novembro de 2007

Singularidades de uma banana

Às vezes a natureza engana.
Veja-se o caso da banana:
Fruto de fálica feição,
Mas de tão casta constituição.

Vinda da herbácea bananeira,
A banana é filha de mãe solteira:
Seus negros salpicos
São óvulos solitários e pudicos
Que de tanto esperar
A chegada de um par
Se cansaram de acreditar.
Decidiram então de negro se trajar
Para sua morte festejar.
Ficarão para sempre óvulos por fecundar.
De uma gravidez imaginária,
Surgirá então esta fruta lendária.

Da família das Partenocárpicas fazendo parte,
Em seu grego nome reside toda a sua arte:
De Partenos como virgem,
De Carpe como fruta.
E assim se vê bem,
A incomparável batuta
Que a natureza tem.


(Donde se tira que a canção: El único fruto del amor es la banana, es la banana, está errada: pobre fruto tão imaculado, tão distante de tais tormentas terrenas!)

8 comentários:

Paula Marques disse...

E onde estava a alfacinha quando compos estes versos? À sombra da bananeira?

Anónimo disse...

Quanta imaginação, na Biologia!!!

Anónimo disse...

Ó Alfacinha, então eles aí na Fac. de biologia acreditam na geração espontânea? O pessoal de Paris? Olha que se lhe vai a fama!
JP

gracanieto disse...

porque não consigo entrar?

gracanieto disse...

Alfacinha consegui entar! Tava aqui preocupada a pensar como ela se estaria e "debrouiller" com as greves e ela tá numa de Biologia!

Bela maneira de aproveitar o tempo!

Sem segundos sentidos, claro!

gracanieto disse...

Bem e posto isto prepare-se para me aturar!

Paula Marques disse...

Alfacinha, com tanta greve, a sua linha deve estar mais do que perfeira. Dá corta aós sapatos ou pedaladas à bicicleta? E para compensar as calorias gastas, vai ... uma banana?

gracanieto disse...

Então não hà noticias?